Sem tabus
A valorização da diversidade está presente no nosso jeito de ser. Para nós, é uma forma de adicionar valor às relações e aos negócios. Porém não queremos correr o risco de sermos superficiais ou de reforçar estereótipos. Foi essa preocupação que nos levou a promover, no final de 2007, o Fórum de Negócios GLS, um marco na nossa trajetória.
Procuramos, com o evento, algumas respostas para o nosso grande desafio de entender as necessidades específicas do público GLBT (gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros). Acreditamos que acolher as diferentes orientações sexuais expressas por nossos clientes, fornecedores, funcionários e parceiros só ampliam as possibilidades de evolução da sociedade. O desafio, no entanto, é saber como atender às necessidades específicas deste público sem discriminar.
Durante o Fórum, apresentamos resultados de uma pesquisa com foco em negócios para o público GLBT realizada na Holanda por estudantes de Administração da Universidade de Gronigen. Os entrevistados disseram que os produtos direcionados a eles precisam ser, antes de tudo, funcionais: não basta apresentar uma “embalagem” ou um posicionamento diferente. A comunidade é crítica e rejeita produtos oportunistas, que reforçam estereótipos. “Produtos para pessoa física, individualmente, a gente tem acesso. Mas como não há uma legislação que garanta parceria civil do mesmo sexo, os produtos poderiam levar em conta essa situação”, aponta Beto de Jesus, organizador da Parada do Orgulho Gay de São Paulo.
No caso dos bancos, o atendimento é o fator mais importante para este público. Ainda de acordo com a pesquisa, existe inclusive disposição para trocar de banco caso um concorrente apresente melhor nível de prestação de serviços. O que não significa que eles querem entrar em uma agência bancária e encontrar uma placa indicando: ‘Atendimento exclusivo para gays é aqui’. O foco tem que ser a inclusão, sempre, e não a diferenciação. “O Fórum de Negócios GLS é uma iniciativa inusitada e ousada. Com esse evento, o Banco Real dá um indício de seu posicionamento futuro e mostra que vê a comunidade GLBT como um núcleo a ser trabalhado”, declara Cássio Rodrigo, coordenador da Diversidade Sexual da Prefeitura de São Paulo.
Nem sexo frágil, nem mulher maravilha
O papel da mulher na sociedade já mudou. Nem sexo frágil nem mulher maravilha, mas alguém com sonhos, idéias, ideais, conflitos e contradições, além de uma carga de compromissos cada vez maior. O número de famílias chefiadas por mulheres aumentou em 79% na última década, saltando de 10,3 milhões para 18,5 milhões, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em setembro de 2007. Finanças, hoje, não é mais coisa só para homens. Elas se interessam pelo assunto, fazem aplicações e investem na Bolsa de Valores. Pensam no futuro. Delas e da família.
Nós acreditamos que as mulheres devam ser abordadas de uma maneira diferente, mas levando em conta que as pessoas não são todas iguais só porque são do mesmo sexo. E para atender um público tão diverso só há um caminho: ouvir o que elas querem.
As iniciativas direcionadas ao público feminino se baseiam em três frentes principais: as datas comemorativas, o ciclo de vida da mulher e seu interesse pela inovação. Entre as datas comemorativas estão: o Dia Internacional da Mulher, o Dia das Mães e o Dia das Crianças. Já o ciclo de vida leva em conta o período pelo qual a cliente passa. O fato de ter filhos costuma ser um divisor de águas na vida delas, fase em que as preocupações e as atividades aumentam. A idéia é ajudá-la, pois o banco possui produtos e serviços que podem apoiar na garantia de futuro melhor para ela e para a família.
Na semana das comemorações do Dia Internacional da Mulher, foi criado um hotsite para dar suporte à campanha intitulada “Você não precisa ser tudo ao mesmo tempo. Seja você. Seja Real”. Ao entrar nesse espaço, a internauta era convidada a contar um momento de sua vida, no qual acreditava ter sido ela mesma. “A expectativa era receber uma média de 500 histórias, mas batemos a marca de 3.500”, conta Lítiza Bernardes, superintendente do Segmento Especial e responsável pela coordenação do Projeto Mulheres. Cinco narrativas foram transformadas em comerciais, que foram ao ar nos intervalos de programas femininos.
“Nossos planos não são criar produtos específicos para o público feminino, mas trabalhar a abordagem dos produtos já existentes de forma direcionada”, diz Lítiza.
O Japão é logo ali
O relacionamento entre o Banco Real e a comunidade nipo-brasileira já soma mais de 68 anos e foi intensificado a partir de 2003, quando adquirimos o Sudameris. Este, por sua vez, havia comprado o América do Sul, banco fundado essencialmente por imigrantes japoneses em 1940. Hoje, no Brasil, existem cerca de 1,5 milhão de nikkeis (japoneses e seus descendentes) concentrados principalmente nos estados de São Paulo (60%) e Paraná (20%). Para atender a essa comunidade, que tem características únicas e grande interesse em preservar suas tradições e seus valores culturais, desenvolvemos produtos, serviços e canais de atendimento específicos. Dentre eles destacamos o site para clientes da comunidade (www.bancoreal.com.br/comunidade), o atendimento eletrônico em japonês, pelos telefones (11) 3553.4052 e 0800 70 38 030, e o atendimento aos brasileiros que residem no Japão.
Nossa relação com os nikkeis extrapola fronteiras. Temos uma agência do ABN AMRO Bank em Tokyo, estruturada para atender aos nipo-brasileiros que trabalham no chamado País do Sol Nascente, e fazem remessas de dinheiro ao Brasil. Segundo o Banco Mundial, existem 352 mil brasileiros trabalhando no Japão, responsáveis pelo envio de 2,5 bilhões de dólares para o nosso País. Quando o cliente faz o depósito dos recursos na Agência de Tokyo do ABN AMRO até às 11h30, liquidamos a operação para o beneficiário aqui no Brasil no mesmo dia.
“A nossa missão, como Organização, é entender e adequar a oferta de produtos e serviços de acordo com a dinâmica, a história, os costumes e necessidades das diferentes comunidades estrangeiras que formam o caldeirão cultural brasileiro”, afirma Milton Toshio Nakamura, Superintendente Executivo da área de Comunidades e Remessas.
Pelo direito de ir e vir
A Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que existam mais de 600 milhões de pessoas com deficiência no planeta. No Brasil, são cerca de 25 milhões. Assim como idosos, gestantes, obesos e acidentados, elas precisam de estruturas de acessibilidade e equipamentos para se locomover. Não podem ser excluídas da convivência em comunidade por falta de meios adequados. Viabilizar a acessibilidade com programas de financiamento é uma das formas que encontramos de alinhar oportunidade de negócio com o desenvolvimento da sustentabilidade.
“O financiamento de infra-estrutura física, equipamentos e veículos adaptados é uma forma importante de inclusão e ao mesmo tempo, é uma boa oportunidade de negócios. Em 10 anos, os idosos serão 30% da população”, diz Julio Bin, da diretoria de Produtos para Sustentabilidade.
Em 2007, o CDC Acessibilidade ganhou reconhecimento interno internacional. Foi um dos três vencedores da primeira edição do Prêmio D+I Global, criado pelo ABN AMRO para prestigiar práticas e valorizar a diversidade.
Esse posicionamento está alinhado com a nossa postura de total respeito – e mais, de incentivo – à prática dos Direitos Humanos em todas as nossas relações, com funcionários, fornecedores, clientes e sociedade em geral.
Prêmios para as boas idéias
Para nós, o engajamento à causa da sustentabilidade de cada um dos nossos 30 mil funcionários, independentemente de cargo ou função, é fundamental. Para estimular a disseminação interna dos conceitos e incentivar que as boas idéias sejam colocadas em prática, lançamos em junho de 2007, o “Prêmio de Sustentabilidade e Inovação”. E conseguimos a inscrição de 50 projetos nas duas primeiras edições do prêmio bianual.
Divididos em três categorias – Negócios, Processos e Institucional – o prêmio é voltado para o reconhecimento de negócios ou processos já implementados no Banco. Um dos finalistas do primeiro ciclo do prêmio foi a Agência Vila Rami, localizada em Jundiaí, no interior de São Paulo. A equipe da agência fez uma divulgação criativa da importância da reciclagem, com a distribuição de 400 barras de sabão fabricadas pelos próprios funcionários a partir da reciclagem do óleo de cozinha usado, coletado na comunidade. “A idéia surgiu após termos participado de um curso de sustentabilidade.A gente compreendeu o papel de cada um para vivermos em uma sociedade melhor”, afirmou a gerente-geral comercial Andréia Faélis Carlos.