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O compromisso de apresentar resultados financeiros diários no fechamento de cada pregão faz das corretoras de valores link para acessar corretoras de valores ambientes com preocupações urgentes e imediatas. Passam pelo dia-a-dia dos operadores, por exemplo, a volatilidade das bolsas por conta da crise do mercado imobiliário americano, o sobe-e-desce do dólar e o aquecimento do mercado de capitais brasileiro, que teve novo recorde de abertura de capital de empresas em 2007. Foi para os líderes dessas corretoras que levamos o desafio de pensar a sustentabilidade como estratégia do negócio. Por quê? Para disseminar ainda mais uma atuação comprometida com a sustentabilidade no mercado de capitais, o grande alavancador do desenvolvimento (sustentável ou não) das empresas e das economias.

O programa Sustentabilidade & Tesouraria surgiu de um desafio interno colocado para a área de Tesouraria. “Quando fomos chamados a desenvolver projetos e planos de ação voltados para o gerenciamento da inclusão da sustentabilidade, ficamos apreensivos. Parecia impossível. Como atender à solicitação, se trabalhamos atrás de uma mesa e não temos relação direta com o cliente?”, conta Danielle Fantossi, gerente de negócios da Tesouraria. “Depois de uma grande reflexão, decidimos trabalhar com quem mais temos contato: as corretoras de valores link para acessar corretoras de valores”.

Passamos a adotar critérios de sustentabilidade na qualificação das corretoras de valores link para acessar corretoras de valores que operam com nossa área de Tesouraria. Agora, além dos aspectos de crédito e compliance, utilizamos, também, indicadores sociais, ambientais e de governança para analisar o grau de excelência e risco das corretoras e determinar o quanto elas trabalharão com o banco. Em parceria com as principais instituições do mercado financeiro - Associação Nacional do Mercado Financeiro (Andima), Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) -, formamos um grupo de sustentabilidade para aperfeiçoar conhecimentos e trabalhar na disseminação de práticas da sustentabilidade no mercado de capitais brasileiro.

"Achava que era balela"

A iniciativa, pioneira no mercado financeiro, começou em 2006, com a inclusão progressiva de 23 corretoras em rodadas de diálogos sobre sustentabilidade nos negócios. O passo seguinte foi orientá-las sobre nosso Modelo de Gestão e Relacionamento com Fornecedores. Depois, as convidamos a aplicar o Questionário de Qualificação (IQF), espécie de auto-avaliação que inclui critérios sociais, ambientais e de governança. Desde setembro de 2007, esses critérios passaram a determinar a freqüência de atividades com que as corretoras trabalham com o Banco Real, obedecendo a uma política de rodízio que beneficia as melhores pontuadas. Ao privilegiar as empresas com melhor performance em sustentabilidade, estimulamos as que estão nas faixas inferiores a melhorar para realizarar mais negócios conosco. “Esse processo não é eliminatório, pois é repetido periodicamente, para oferecer aos nossos parceiros chances de melhorar seus indicadores”, diz Glória Gonçalves, coordenadora da área de Gestão e Relacionamento com Fornecedores. Para assegurar a transparência e a ética nas relações, adotamos um ranking “cego”, em que as corretoras sabem qual é a sua posição, mas não conhecem a classificação das demais.

“A iniciativa do Banco nos ajudou a acelerar nosso processo de melhorias da governança corporativa. Hoje, já estamos com procedimentos definidos, embora ainda tenhamos muito a melhorar”, disse Eduardo Azevedo, sócio da Convenção Corretora de Valores e Câmbio. “Além disso, adotar práticas sustentáveis faz a gente evoluir não só como empresa, mas como pessoa. Esse processo me fez pensar na qualidade de vida dos meus filhos no futuro. Sem dúvida, foi uma iniciativa pioneira e que pretendemos levar para a relação com outros bancos”.

Essa disseminação não é recente. Começamos a conscientizar nossos fornecedores em 2001. Giuseppe Bruno Filho, diretor da Sudeste Engenharia, nosso parceiro na construção e reforma de agências e áreas administrativas, foi um dos estreantes na 15ª edição do Fórum de Fornecedores, realizada em outubro de 2007. Para ele, a incorporação de práticas sustentáveis ao negócio era “balela”. “Hoje estamos conscientes de que esse é um caminho sem volta. É uma questão de sobrevivência. Se, num primeiro momento, é preciso mais investimentos, logo se percebe a conquista de um diferencial competitivo”, diz. A Sudeste Engenharia foi um dos 118 fornecedores de diferentes portes e segmentos, que formaram mais um grupo de empresas mobilizado para integrar as questões sociais, econômicas e ambientais às estratégias de negócios.

Móveis também podem ser sustentáveis.

A escolha de nossos fornecedores leva em conta nossa preocupação com a devastação na Amazônia, que, de acordo com Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), atingiu os 7 mil quilômetros quadrados, em 2007. Para estimular e apoiar nossos fornecedores de mobiliário a obter a certificação de cadeia de custódia Forest Stewardship Council (FSC) – o conselho internacional que chancela o processo de rastreabilidade da cadeia produtiva para assegurar que a matéria-prima é oriunda de um bom manejo florestal –, organizamos seminários, promovemos discussões sobre o tema e fizemos uma parceria com o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) para a redução dos custos do processo. Além disso, criamos uma linha de financiamento específica, com valores e taxas diferenciados. Entre os seis fornecedores que aceitaram o desafio, a MN Naves é a primeira a atingir o objetivo. “Nasci em uma marcenaria e sei o quanto desperdiçávamos material e agredíamos a natureza antes da certificação”, diz Ernesto Grotto Naves, sócio da empresa. Naves conta que o processo de obtenção da certificação é rígido, trabalhoso e exigiu grandes mudanças. O retorno dos investimentos para a certificação – que incluiu novos processos logísticos e operacionais, além do aumento do quadro de funcionários – virá, prevê Naves, com a abertura de um novo mercado.

Próximos passos

As mudanças entre as corretoras ainda são estruturais, de impacto interno e sem reflexo na orientação dos grandes volumes de investimento. O mais importante, no entanto, é que o tema penetrou em uma zona onde imperam os resultados econômicos. O próximo passo do Sustentabilidade & Tesouraria será a consolidação do recém-criado grupo setorial – constituído de corretoras, bancos e órgãos correlacionados - para discutir sustentabilidade de forma mais ampla e inclusiva no mercado de capitais.

A Andima, Bovespa e BMF participaram da primeira reunião para organizar o grupo. “Achei muito interessante a iniciativa e o que mais me chamou a atenção foi que as pessoas presentes na reunião não eram da área de Responsabilidade Social, como sempre acontece nesse tipo de encontro. Eu costumo dizer que, normalmente, a gente prega para convertidos. Lá, tínhamos muitas almas para converter. E o melhor é que eram tomadores de decisão, o que facilita todo o processo de implementação de novas políticas na empresa”, diz Sônia Bruck Pereira, coordenadora de responsabilidade social da Bovespa.




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Fornecedores aprimoram nosso modelo de gestão

Críticas feitas pelos nossos parceiros nos levaram a revisar nossos processos de contratação e manutenção de fornecedores. O diagnóstico nos levou ao desenvolvimento de um novo Modelo de Gestão e Relacionamento com Fornecedores, que utiliza critérios de sustentabilidade em todas as etapas de relacionamento entre o Banco e seus fornecedores, desde a seleção até a conclusão do contrato comercial.

“Assim como a adesão dos fornecedores, suas críticas também são muito importantes na construção de um modelo sustentável de negócios”, diz Marcio Nobrega, diretor da área de Operações e Serviços Centralizados. As novas diretrizes inserem a sustentabilidade em todas as etapas de relacionamento entre o Banco e seus fornecedores - do cadastro à conclusão do contrato, incluindo os processos de seleção, qualificação e manutenção dos prestadores de serviços. “O novo modelo determina um respeito maior ao fornecedor, com atitudes como verificar a disponibilidade do parceiro, avaliar se estamos gerando uma carga desnecessária ou prejudicando-o financeiramente com determinadas pressões”, salienta.

Na primeira fase do piloto do Modelo de Gestão foram treinados 24 gestores da Plataforma de Serviços Compartilhados (PSC), área que concentra 70% das contratações de terceiros no Banco. “O compromisso de ter um modelo institucional com princípios válidos para todos os contratos de qualquer área do banco traz transparência à nossa relação com o fornecedor“, diz Sergio Ueta, gestor de contratos da área de TI Serviços.