atalho para o conteúdo

“Devemos gerar as condições para que cada indivíduo se realize, se desenvolva e passe a fazer diferença. Torne-se protagonista da transformação que buscamos. Sozinhos, não fazemos nada”, diz Fabio Barbosa, nosso presidente. Esse espírito tem pautado nossas iniciativas no Banco Real. Nos últimos tempos, mudamos o patamar de nossa interação com a sociedade. Ampliamos fortemente os espaços de troca de experiências desde que percebemos a necessidade de um grande avanço coletivo. Precisamos todos avancem em conjunto para que nós mesmos possamos avançar.

A questão é que ainda somos minoria. Embora cada vez mais empresas despertem para uma mudança de postura na condução dos negócios, aquelas que já procuram integrar a sustentabilidade no dia a dia ainda são vistas como líderes, visionárias. “Já não estamos sós, mas teremos tido sucesso quando formos vistos como pioneiros na adoção de uma visão praticada por muitos”, afirma Fabio Barbosa. O ponto de partida está no entendimento de desenvolvimento sob a ótica da sustentabilidade. Ele não deve ser confundido com crescimento, mas tem que ser encarado, como definiu o prêmio Nobel de Economia, Amartya Sen, como processo permanente de expansão das liberdades humanas.Liberdades econômicas – e isso inclui, de acordo com o professor de economia da Universidade de São Paulo (USP), Ricardo Abramovay, a possibilidade de participar produtivamente da vida da sociedade. Ou seja, beneficiar-se de sua prosperidade e contribuir para sua construção. Liberdades econômicas – e isso inclui, de acordo com o professor de economia da Universidade de São Paulo (USP), Ricardo Abramovay, a possibilidade de participar produtivamente da vida da sociedade. Ou seja, beneficiar-se de sua prosperidade e contribuir para sua construção. “Liberdade, cultura, preservação ambiental, cooperação social são ao mesmo tempo meios de se atingir o desenvolvimento, mas são, sobretudo, finalidades do processo de desenvolvimento”, diz Abramovay.

A urgência da cobrança por resultados no curto prazo, que ainda impera no mundo dos negócios, só é compatível com o desenvolvimento sustentável se estiver integrada a propósitos de longo prazo. O foco do mercado de capitais permanece, no entanto, no rápido e generoso retorno do investimento descolado da visão de futuro. As ferramentas desenvolvidas para melhor avaliar o valor das empresas que trilham o caminho da sustentabilidade ainda estão se consolidando. O investimento orientado por critérios integrados econômicos, sociais e ambientais ainda é marginal e experimental. O índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que reúne companhias com reconhecido comprometimento com a responsabilidade social e a sustentabilidade, entra em seu terceiro ano sem decolar. Ao longo de todo 2007 e nos três primeiros meses de 2008, a valorização desse seleto grupo de empresas têm sido inferior a do Ibovespa, indicador do desempenho médio do mercado. Especialistas apontam que a performance das carteiras de empresas sustentáveis deverá evoluir nos próximos anos. No entanto, ainda há também muitas resistências a serem superadas.

“Os céticos se alimentam da hipocrisia”, afirma Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu. “Os críticos ganham força com a ação cínica de algumas empresas que têm apenas programas pontuais, mas não são verdadeiramente esponsáveis”. Exemplos de discursos vazios, infelizmente, não faltam.

No entanto, o movimento em favor das práticas de finanças sustentáveis tem crescido vigorosamente, no Brasil e no mundo. Há sinais claros de amadurecimento do mercado e de uma maior atenção para o tema. Os fóruns de interação entre os bancos brasileiros, por exemplo, foram ampliados nos últimos dois anos (como contamos na página Satisfação de Clientes ”link) e a posse de Fabio Barbosa na presidência da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban ”link)indica a relevância que o mercado, como um todo, concede à abordagem da sustentabilidade. é inegável que esse processo de transformação, lento e gradual, que acontece de indivíduo a indivíduo, de empresa a empresa, acaba por afetar a concorrência e alterar padrões de setores inteiros.

Felizmente, começamos a superar a discussão sobre o antagonismo – absolutamente inexistente para nós – entre lucro e sustentabilidade. “No entanto, ainda temos de esperar que, ao longo do tempo, o lucro dos bancos seja o retorno de sua política de sustentabilidade. Isso ainda não vale hoje, mas já é uma tendência no setor”, aponta Helio Mattar. Para Giannetti, mais uma vez, é tudo uma questão de tempo. “Não há conflito entre lucro e sustentabilidade. Há convergência, mas ela precisa ser construída”.

No fundo, vivenciamos um amplo processo de aprendizagem mútua, no qual o diálogo e a capacidade de abertura para o diverso são fundamentais. Em nossa trajetória para a adoção da sustentabilidade em nossas práticas de negócios, identificamos as posturas essenciais que nos fizeram evoluir: a disposição de mudar de dentro para fora, primeiro, a partir da conscientização de nossos próprios colegas; a determinação de inserir nas atividades centrais de negócios; o uso das janelas de oportunidade, que se abriram – e se abrem – cada vez mais para nossa interação; a consciência de que esse é um movimento não linear e que se dá por contágio, sem um rigoroso controle de sua expansão e oportunidades; a convicção de que estamos diante de uma construção coletiva; e que há múltiplos jeitos de se fazer sustentabilidade. Temos a convicção de que nossos resultados econômicos (detalhados a partir da página de Satisfação de Clientes link para p´gina compromisso de todos) estão totalmente impregnados pela integração da sustentabilidade ao dia a dia dos nossos negócios. E que as práticas que contamos nas reportagens a seguir refletem o nosso jeito de compartilhar os benefícios da sustentabilidade.